
Muito prazer,
eu conheço você
desde o início dos tempos
e antes, de dentro da barriga de Deus.
Somos almas irmãs, amigas, amantes
velhas conhecidas
se reencontrando em um ancestral
mundo novo.
De novo o mesmo jogo de sedução, tão antigo
pela primeira vez eriçando a minha pele
produzindo esse arrepio
Tantas vezes sentido.
Tanto mistério, tão claramente explícito
num cotidiano tão trivial
é um acinte à banalidade
que teimam em imputar à vida.
Esse sagrado, esse supremo, essa magia,
em meio a tanto non sense
nos define, nos eleva,
nos reinventa.

AMOR DE NAMORADOS – William Shakespeare
Há certas horas, em que não precisamos de um Amor... Não precisamos da paixão desmedida... Não queremos beijo na boca...E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...Que nos teça elogios sem fim...E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...Alguém que nos possa
dizer: -Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga: -Sou seu amor! E estou Aqui!

Nenhum comentário:
Postar um comentário